Realidades da Vida
Nayana Almeida
Há quem diga que para viver bem hoje em dia é preciso de otimismo. Mas, se observarmos de outro ponto de vista, perceberemos que ser realista dá menos trabalho. Por exemplo, quem nunca percebeu que a fila ao lado sempre anda mais rápido? Ou que a grama do vizinho está sempre mais verde?
Ninguém é tão otimista a ponto de não perceber que se existem “n” vagas no curso dos seus sonhos, provavelmente você será o aluno “n+1” a tentar se matricular. E, aposto como você já notou que a maior parte do exame final da faculdade é sempre baseado no único livro que você não leu e na única aula que você perdeu. Isso sem falar no fato que a maioria dos professores parte do pressuposto de que você não tem mais nada pra fazer, senão estudar a matéria dele.
Toda partícula que voa sempre encontra um olho aberto; Nada é tão simples quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual; Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai. Mas, por causa disso seremos menos felizes senhores? De forma nenhuma!
Se você consegue manter a cabeça no lugar quando todos estão perdendo a deles, provavelmente você não entende a gravidade da situação. Mas, sejamos otimistas com nossas escolas, com nossos governantes, com a marinha o exército e a aeronáutica. Afinal, o inimigo só ataca em duas ocasiões: quando ele está preparado e quando você não está!
sábado, 9 de junho de 2007
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Crise Mundial
Um senhor muito simples e semi-analfabeto, vivia à beira de uma estrada e vendia cachorro quente. Ele tinha perdido parte da audição. Por isso não ouvia rádio. Também tinha problema de visão e assim via televisão. Mas vendia seus cachorros quentes, com muito entusiasmo. Ele enchia a estrada de cartazes, distribuía folhetos, anunciava no único jornalzinho da região, e ainda quando lhe sobrava tempo ficava a beira da estrada oferecendo seus produtos em alta voz. E o povo comprava. Gradativamente ele foi aumentando as compras de salsicha e pão. Também comprou um fogão maior para atender mais rápido seus fregueses. E o negócio prosperava. Mandou seu único filho estudar na escola da cidade. E percebia que com seu esforço as coisas ia melhorando dia a dia. E anunciava, distribuía folhetos e colocava cartazes. O filho assim que se formou, voltou para ajudar o pai em seu negócio. Logo no segundo dia da volta, o filho disse ao pai. “ Pai, você não ouve rádio, não vê televisão e não lê os jornais. Então você não deve saber que há uma grande crise no mundo. A situação na Europa e Estados Unidos é terrível. E o Brasil sendo um país de terceiro mundo a coisa é muito pior.” O velho pensou: “Meu filho estudou na melhor escola, lê jornais, ouve rádio, vê televisão. Então ele deve estar coberto de razão.” O pai começou a diminuir as compras, parou de distribuir folhetos, de anunciar no jornalzinho e até os cartazes deixou de renovar com suas ofertas, abatido pela notícia da crise. As vendas foram caindo, e os fregueses sumindo. Ai num final de tarde em que não vendera nada durante todo dia, ele cheio de orgulho do filho abraçou-o e disse. “Você esta certo meu filho. Estamos mesmo no meio de uma grande crise!”
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